Um pouco mais de azul

sexta-feira, abril 30, 2004

Notícias filiais

Como a professora continua doente e quem a tem substituído teve hoje de faltar, a minha filha ficou em casa. O que significa que tive direito, ao longo da tarde, a pelo menos uns 325 beijinhos. Estou melada com tanta beijoquice (e muito ralada com isso...). Claro que nem tudo é cor-de-rosa, ou, mais ao tom do blog, azul: também tive direito a uma birra em três actos e a um choro furioso por não a ter deixado vir brincar para o computador. A garota ainda está mais farta do que eu da minha tese. Suspirou de alívio quando outro dia lhe respondi que não era preciso fazer um doutoramento em todas as profissões.

Além de se pendurar ao meu pescoço e de fazer a tal birra, leu, leu e leu durante a tarde. Desde o início do ano, devorou os cinco livros das aventuras do Harry Potter, que está a reler. Acho os últimos volumes um pouco assustadores para ela. Mas tanto me pediu que a deixei experimentar e, como não se impressionou, leu tudo até ao fim. Lê em voz alta as falas de certas personagens; o seu amigo imaginário lê as outras.

Ela tem um amigo imaginário, de facto. É normal isso acontecer, sobretudo em caso de filhos únicos. Mas este amigo imaginário, que às vezes através dela me coloca questões de variada natureza, tem um nome que acho impagável. Chama-se Zé Ninguém.

Na primeira classe, esta minha imaginativa garota inventou, com umas colegas, uma brincadeira que fazia dos intervalos das aulas a parte mais desejada da tarde. Tinham o seu próprio canal de televisão e filmavam uma série infantil. Deram a esta o interessante nome de Ilha dos Vómitos; a série passava na TV Porquinho.

Estou a rir. Espero que também estejam.


 
Site 

Meter